Passarela
As linhas, essas aves altaneiras
Voam livres e ligeiras
No infinito e brando céu
Buscam forma e beleza
Na singela natureza
D´alva folha de papel.
Sobre a pauta baila o traço
Suavemente no compasso
Do trilado jubiloso
Enlaçado à harmonia
Trilha a via que lhe guia
Ao desenho virtuoso.
Sobre as ondas dessas riscas
Raia vívida aquarela
Vai-se cândida, tranqüila
No balanço d´água oscila
Ondulando airosas cores
Nos mares da passarela.
Quimeras mil, soar do artista
Suas linhas, seus contornos
São flores, são adornos
Oh! Quão belos, primorosos,
Tão festivos e ditosos
São os traços do estilista!
Priscilla Insauralde
Um comentário:
Que lindo, Priscilla! :) Muito rico, o seu poema. De delicadeza. De música. De belas e sensíveis imagens. Gostei à beça e fiquei feliz ao descobrir que também se expressa por meio da poesia.
Aproveito para agradecer a sua presença lá no blog. O seu carinho. A sua força. É muito bom ter você sempre por lá. Muito obrigada! Continue por perto.
Um beijo,
Ana
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